SINDIPOL se encontra com Sec. Segurança do Paraná

Saudações Bravos Policiais Civis

Pres. Vila; Pres. Barddal; Sec. Seg. Carbonell; Pres. Michel Franco e DG Rockembach

SINDIPOL conseguiu agenda com Secretário de Segurança Luiz Felipe Kraemer Carbonell e de imediato, seguindo nossa filosofia de trabalho, que consiste na convicção de que o trabalho em conjunto cria, amplia as possibilidades de melhores resultados, convidamos para o evento nossos irmãos do Sinclapol e da UPC, que nobremente se fizeram representar.

O encontro ocorrera na SESP, no início da manhã de segunda-feira (08/04/2019). Levamos uma série de reivindicações.

No entanto, diante do tamanho das demandas represadas, natural que o debate se concentrasse, nesse primeiro encontro, em pautas que emergenciais, ficando já acertado com o Delegado-Geral Sílvio Jacob Rockembach, presente à reunião, um novo encontro para o dia 16 de abril, tendo em vista o não esgotamento do debate dos temas reivindicados.

SINDIPOL expôs a preocupação do estado caótica em que fora levado a Polícia Civil do estado do Paraná, frisando, de forma contundente o aspecto humano, onde o Policial Civil está sendo submetido a uma carga de trabalho desumana, que leva o ser humano investido na atividade de Policial ao total esgotamento físico e mental, ocasionando um mal à sua saúde muitas vezes irreversível, quando não ao suicídio – mais de uma dezena nos últimos meses, isso só os consumados, não há levantamento sobre os tentados. Ao se dirigir ao secrétario Carbonell, o presidente Michel Franco fora sucinto, mas enfático: “ Senhor secretário, não é possível, como ocorre em várias cidades do interior, colocar um escrivão de polícia para trabalhar 7 dias por semana em estado permanente (24h por dia) para suprir uma deficiência do estado do Paraná. São mais de 160h numa semana. É uma questão humanitária, não são máquinas, são pessoas. O governo do Paraná anula a existência, o direito humano de existir dessas pessoas. É urgente que se tome providências. Nós aqui muitas vezes discutimos números, mas são pessoas. O senhor entende ?” …. “digo mais, essa afronta à existência não se limita ao escrivães, atinge os investigadores, que há muito carregam um fardo gigantesco nas costas, o desvio de função, que destrói a autoestima de grandes profissionais investigadores, que deveriam estar cumprindo seu importante papel de investigação, mas estão trabalhando como precários (uma verdadeira gambiarra) carcereiros. Colocando a todos em perigo: eles próprios pela total falta de aptidão e capacitação, essa que é inerente à formação dos profissionais do departamento penitenciário. Policiais Civis são treinados e capacitados para serem Policiais Civis. Uma lógica aceita e entendida em qualquer lugar do mundo; essa gambiarra, esse desvio de função coloca em perigo também a população, pois o sistema de contenção, aprisionamento de presos em delegacia é extremamente frágil e precário. Delegacia fora feita para que a população tenha acesso, além de segurança, às suas necessidades e demandas policiais. E não para que seja um local que traga insegurança a toda região ou cidade em que esteja funcionando.  Hoje, uma grande maioria de delegacias levam mais insegurança do que qualquer outra coisa à população. São verdadeiros barris de pólvora. Presos em fuga aterrorizam a comunidade local e colocam em risco as pessoas que estão sendo atendidas nas delegacias….. caos !”.

Diante da escassez de Policiais Civis no estado do Paraná, que inviabiliza a importantíssima tarefa de investigação e apuração de crimes, que, também, não raro, lesam os cofres públicos do nosso estado, sem contar o trabalho dos Policiais Civis de recuperar ativos roubados por corruptos, trazendo assim mais robustez ás finanças do Paraná, aproveitamos o ensejo para abordamos a necessidade urgente de recomposição do efetivo, muito abaixo do mínimo necessário; estado crítico, situações próximas do 50%, quando não abaixo – caso dos escrivães. Reivindicamos concurso para investigadores, bem como o aproveitamento dos concursantes ao cargo de escrivães, não se limitando ao pífio número inicial de 100 vagas, que sequer consegue recompor a defasagem natural, ocasionada por aposentadorias, para os próximos meses.

Fora, respeitosamente, cobrado um plano de valorização dos Policiais Civis, que passa pelo fornecimento de equipamentos de trabalho policial condizentes com os atuais momentos vividos por todos nós no âmbito da segurança pública, locais de trabalho que não se assemelhem às masmorras medievais, tratamento civilizado e moderno na relação entre chefias e seus comandados, valorização salarial condizente com atividade extremamente perigosa exercida por policiais na atual conjuntura de violência, sabidamente por todos, realidade triste e presente no dia a dia da nação brasileira, onde uma de suas principais vítimas é o policial em seu trabalho de defender a população das ações criminosas. Enfim, o devido RESPEITO e RECONHECIMENTO do trabalho dos Policiais Civis do estado do Paraná, que não raro doam suas vidas em prol de cada cidadão paranaense de bem. A dívida conosco é enorme, mas exigimos apenas respeito, valorização e dignidade para continuarmos a defender a população dos criminosos. Isso é urgente.

Por fim, faz-se mister relatar o quão importante fora a participação dos nossos irmãos do Sinclapol e da União da Polícia Civil, que expuseram de forma brilhante reivindicações convergente com as do SINDIPOL. A importância da atuação conjunta das entidades representantes se dá no momento em que há troca de informações para a composição de reivindicações sólidas. O caminho é esse, AGLUTINAR FORÇAS, união para o bem de todos, esse também é um dos objetivos do SINDIPOL.

Em tempo, tanto o secretário de segurança quanto o delegado-geral, neste primeiro encontro, mostraram-se homens sérios e comprometidos em mudar a atual realidade da Policia Civil do Paraná, que é caótica. O DG Sílvio Jacob Rockembach nos impressionou por sua capacidade técnica e disposição em reverter o quadro atual de nossa casa. Podemos dizer que fora um bom início. No entanto, as provas de fogo virão. SINDIPOL, SINCLAPOL e UPC estão à disposição para cooperar na CONSTRUÇÃO de uma nova realidade na PC-Pr, que valorize os que até agora, parafraseando um grande estadista, com suor, sangue e lágrimas estão mantendo em pé uma instituição que poderia estar morta, se não fosse o extremo sacrifício dos Policiais Civis de base.

Deus esteja com todos e abençoe nossas famílias.

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