OCUPA BRASÍLIA

Presidente do Sindipol clama último grito contra a PEC da morte

“Este é o momento de nos unirmos em força e luta para que não entre em votação a Reforma da Previdência que visa acabar com nossos Direitos”, destaca Michel Franco

Cristiane Sagioratto
Assessoria Sindipol

Nesta quarta-feira, 24 de maio, uma nova frente de mobilização composta por representantes sindicais da Polícia Civil do Paraná e de todos os estados do país e policiais sindicalizados estarão concentrados em frente ao Congresso em Brasília.

De acordo com o presidente do Sindicato da Polícia Civil do Paraná, Michel Franco, o objetivo da concentração dos profissionais de Segurança de Pública é que a Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 287 não seja votada, com votação prevista para o início do mês de junho.

A Cobrapol solicitou a todos os presidentes da classe policial para que seja feita uma caravana de ônibus com trabalhadores e dirigentes sindicais para um sonoro grito de luta pelos direitos da classe policial, pois se aprovada, a PEC 287, muitos direitos serão excluídos ou seu real exercício extremamente dificultado ou até mesmo impossibilitado, dentre eles cita-se, a título de exemplo, o tempo exacerbado de contribuição previdenciária para se adquirir o direito à aposentadoria integral e o não respeito as peculiaridades de cada profissão para estabelecer uma idade mínima para se aposentar.

O texto-base da Reforma da Previdência – Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16 -, apresentado pelo relator deputado Arthur Maia (PPS/BA), foi aprovado na Comissão Especial na Câmara em abril e deve ser votado em dois turnos no plenário da Câmara, sendo necessários os votos favoráveis de pelo menos 308 dos 513 deputados para que o texto seja aprovado.

Se o texto da Reforma Previdenciária for votada sem alterações, os policiais se aposentarão aos 65 anos com contribuição previdenciária de 49 anos.  A categoria é contra a imposição de idade mínima sem que se respeite as peculiaridades  do exercício da atividade policial, como por exemplo a baixa expectativa de vida do policial e os riscos diários de ter sua vida ceifada em razão de seu dever funcional de combater e deter o crime. Da forma como está, uma expressiva parcela policiais morrerão bem antes de conseguirem se aposentar.

No último dia 18, o governo Temer  falhou novamente ao tentar conseguir número de votos suficientes para poder colocar a PEC 287 em votação.

“Temos a esperança que a PEC da morte não entrará em votação. O fato de não ter conseguido a quantidade de votos mínimos já é considerada uma vitória para nós trabalhadores (as) da Segurança Pública”, destaca Franco.

O presidente do Sindipol pede aos policiais que continuem fazendo seu papel de eleitor crítico,  pressionando seus  deputados federais a representarem a vontade do povo, neste caso em tela, o de se posicionarem contra a PEC 287.

“Nossos Direitos não serão extintos isso se nos unirmos em  força e luta contra a derrubada da PEC destruidora de nossos direitos conquistados por toda uma vida enquanto trabalhadores da Segurança Pública”, finaliza Michel Franco.

 

Cristiane Sagioratto (43) 3348 1341, (43) 988554080
Whatts App (65) 981551209
Jornalista –MTB 7962/PR

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