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Sindipol participa de protesto contra a aprovação das reformas do governo Temer

Cristiane Sagioratto
Assessoria Sindipol

Mais de 20 mil pessoas protestaram na manhã desta sexta-feira (28.04) na Avenida Leste Oeste, em frente ao Terminal Urbano de Transporte Coletivo de Londrina, contra as reformas Trabalhista e Previdenciária do Governo Temer. A manifestação reuniu 34 sindicatos representantes de diversos segmentos de trabalhadores (as) da cidade, entre Saúde, Educação, Segurança Pública, Rodoviários, entre outros e seguiram em passeata rumo ao Calçadão de Londrina com faixas, cartazes e carro de som.

O Sindicato da Polícia Civil do Paraná (Sindipol) atendeu ao pedido da Central Sindical dos Profissionais de Segurança Pública – a Cobrapol (Confederação Brasileira dos Policiais Civis) e esteve presente no protesto. O presidente do Sindipol, Michel Franco, mostrou sua indignação contra as propostas de Reforma da Previdência, Trabalhista e Previdenciária do governo Temer.

“Nós vamos lutar com todas nossas forças contra essa reforma destruidora que fere o Direito do trabalhador (a) brasileiro (a) e dos profissionais de Segurança Pública. Franco garantiu que se dia 08 de maio a Proposta da PEC 287 for à votação no Congresso, o Sindipol estará representando a categoria policial em Brasília”, garantiu Franco.

O aposentado, Elenilton Gonçalves, ficou admirado com a quantidade de pessoas que aderiram ao protesto no Centro de Londrina. “Já participei de diversas manifestações na cidade, mas essa quantidade de pessoas que estou vendo aqui hoje representa o descontentamento e a indignação dos londrinenses contra a aprovação da Emenda Constitucional”, disse.

Na avaliação do representante Sindical da Polícia Rodoviária Federal do Paraná, Rogério Cunha, a Reforma da Previdência antes de ir a votação em maio, deveria ser discutido com as centrais sindicais, para assim levantar os pontos que precisam ser reavaliados. “Nós queremos ver o Brasil crescendo produtivo, mas não a custo do trabalhador. O governo quer que o policial se aposente com 70 anos, sem direito a integralidade. O Congresso quer a todo custo que aceitemos a reforma sem a devida discussão com nossa categoria, isso é um desrespeito com nossa classe”, reclamou Cunha.

A União dos Policiais do Brasil (UPB) em parceria com o Sindipol e demais entidades da Polícia Civil, estiveram em Brasília no dia 18 de abril. Um diálogo foi esperado pelas duas entidades com o relator da Reforma da PEC, porém sem sucesso segundo o representante da PRF. “O relator não quis conversar com nenhuma central sindical. O presidente Temer quer a todo custo avançar com o processo da Emenda Constitucional e os deputados que apóiam essa emenda destruidora e que aniquila os direitos dos Profissionais de Segurança Pública não merecem o voto do (a) trabalhador (a) nas eleições”, finalizou o representante sindical.

Os representantes do Sindicato da Polícia Rodoviária Federal do Paraná protestaram com uma faixa no calçadão de Londrina com os dizeres: “Os deputados Federais que apóiam a PEC da Previdência não merecem seu voto em 2018”.

Por fim, o Presidente Michel Franco enfatizou em seus dois discursos, realizados durante o movimento, que além da defesa dos direitos dos trabalhadores, o que está em jogo é o futuro nas novas gerações, que serão também escravizadas caso as reformas de Temer consigam ser aprovadas. “ Não podemos permitir que ratazanas conduzam o destino da nação. O povo brasileiro tem que tomar as rédeas de seu destino e exercer o seu poder legítimo contra um governo tirano e nocivo à população brasileira, contra um Congresso Nacional imerso, quase que totalmente, em um oceano de lama e escândalos de corrupção. O povo desta nação linda e gigantesca tem que acordar e se juntar massivamente ao movimento dos Policiais Civis do Brasil  de tomada do Congresso Nacional, que servirá de símbolo, assim como foi a tomada da Bastilha para Revolução Francesa, para um novo rumo a esse potencialmente gigante mundial, que hoje está atravancado por lideranças corruptas e descomprometidas com a nação, de nome BRASIL.”, concluiu Michel Franco, Presidente do Sindipol.

 

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