Sindipol protesta contra Reforma da Previdência na Assembleia Legislativa do Paraná

Dia Nacional de Mobilização dos Profissionais de Segurança Pública  foi marcado por protestos e paralisação da categoria contra aprovação da PEC 287 e pelo fim da aposentadoria policial

Cristiane Sagioratto

O Sindicato dos Policiais Civis do Paraná (Sindipol) em parceria com líderes sindicais da União dos Policiais do Brasil (UPB) e da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) paralisaram suas atividades na última quarta-feira (15.03) e protestaram em frente à Assembleia Legislativa do Paraná.

Mais de cinco mil Policiais Civis, Federais, Rodoviários, Bombeiros, Agentes Penitenciários, entre outros, mostraram indignação aos deputados estaduais e ao governo do Estado, contra a proposta de Emenda da Constituição (PEC 287) que se aprovada pelo Congresso Nacional, o tempo de aposentadoria do policial passará de 30 para 45 anos de contribuição.

O presidente do Sindipol, Michel Franco, fez um discurso juntamente com outros líderes sindicais sobre a defesa da aposentadoria dos Policiais Civis. Segundo Franco, os profissionais de Segurança Pública arriscam suas vidas diariamente pela defesa da sociedade e muitos não têm conhecimento do desgaste físico e emocional que o profissional de Segurança Pública passa ao longo de sua carreira.

“O teor do texto da PEC 287 não respeita em nenhum momento o trabalho físico e o desgaste emocional dos nossos policiais. Não é saudável para uma pessoa, e o policial é uma pessoa, conviver com cenas de desastres, mortes e homicídios. A cada semana lidamos com episódios dramáticos, com o passar dos anos, os problemas psiquiátricos começam a aparecer. Não está sendo levado em conta nosso risco de vida diário bem como nosso tempo de profissão se a emenda for aprovada pelo Congresso”, destacou o presidente do Sindipol.

Na avaliação de Michel Franco, a reforma da PEC é extremamente draconiana, ou seja, severa e rigorosa e se for aprovada, vai acabar com a aposentadoria de todos os policiais.

“Se a PEC 287 for levada adiante, a possibilidade de a categoria cruzar os braços é grande. Já posso adiantar que se nossos direitos não forem respeitados, em abril será declarada Greve Geral dos Profissionais de Segurança Pública do Paraná por tempo indeterminado”, finalizou o presidente do Sindipol.

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