Orientação

CONHEÇA ATITUDES DOS JOVENS PARA ‘DISFARÇAR’ O USO DE DROGAS

jovens_drogas

A falta de conhecimento dos pais em torno do ritual e dos apetrechos utilizados para o uso de drogas faz com que eles só descubram tardiamente que o filho está em contato com entorpecentes. Na maioria das vezes, isso só acontece de 3 a 4 anos depois do seu início. Quando os pais descobrem se sentem enganados e traídos por esses jovens, se sentem magoados achando que o filho deveria ter contado e que tinha toda liberdade para isso.

A questão é: alguém tem liberdade para transgredir? Transgressão é transgressão. São jovens testando a vida, a autoridade paterna e materna e a sua liberdade sem culpa.

Certos ou errados, cabe aos pais ensinar os princípios éticos e morais, sem fechar os olhos, sem achar que eles não vão errar. Morremos de medo das crianças atravessarem uma rua, por isso não podemos deixar nossas jovens-crianças atravessarem sozinhas essa estrada que vai da adolescência à fase adulta.

Quantos de nós não disfarçamos na adolescência? Nossos filhos antes de estarem traindo os pais estão perdidos em si mesmos, tentando descobrir quem são, descobrir como devem ser e qual a melhor forma de ser. Infelizmente, temos diversos riscos pelo caminho, se eles vão tentar disfarçar, nós temos que tentar desmascarar e humanizar.

Veja agora uma lista atitudes assumidas pelos filhos na fase em que já estão em contato com as drogas. São informações importantes que podem ajudar os pais na educação dos seus filhos e a identificar o uso das drogas antes que a batalha esteja perdida. Educar é amar o amanhã. Não disfarce, faça melhor hoje!

 

Atitudes para disfarçar o uso de drogas

  • Tenta aparentar normalidade;
  • Permanece fora de casa por horas seguidas até a onda passar;
  • Evita encontrar os pais acordados;
  • Desvia o olhar (não olha nos olhos);
  • Dorme fora de casa para não dar bandeira;
  • Faz ou recebe ligações telefônicas incompreensíveis, falando tudo em gírias, e depois sair para dar um ‘rolê’;
  • Coloca ventiladores no quarto e mantém as janelas bem abertas para camuflar cheiros;
  • Tapa as frestas das portas e coloca panos na soleira;
  • Utiliza produtos com odores fortes para camuflar o cheiro das drogas, como perfumes, desodorantes e produtos de limpeza;
  • Acende incensos ou enche o ar do ambiente com fumaça de cigarro.

Observe ainda se o jovem:

  • Tem a boca seca ou a saliva bastante espumosa acumulada no canto da boca;
  • Tem a ponta dos dedos amareladas e queimadas (no caso do uso de maconha);
  • ‘Ataca’ a geladeira e depois dorme pesadamente (também no caso do uso de maconha);
  • Não tem senso de tempo e de espaço.

Geralmente o uso moderado de cocaína e outras drogas costumam passar despercebidos, pois os sintomas são menos aparentes que os da maconha. O efeito da cocaína pode muita vezes ser confundido com o da bebida, por isso vale checar o hálito do adolescente quando desconfiar de algum comportamento suspeito.

Materiais ‘estranhos’ que sugerem o uso de drogas:

  • Isqueiros;
  • Papel de seda “maricas” (cachimbos artesanais feitos com diferentes materiais e em diversas formas);
  • Caixinhas e recipientes plásticos usados para guardar as “pontas”, “pilador” (espécie de socador para pressionar a maconha);
  • Estojinho, saquinhos e pacotinhos com forte cheiro da maconha;
  • Apetrechos como espelhinho, lâminas de barbear e canudos;
  • Pequenos comprimidos ou drágeas, restos de cogumelos (com cheiro de esterco) e pequenos frascos;
  • Latas ou bisnagas de cola, frascos de lança-perfume, restos de sólidos ou nódoas em panos, lenços ou sacos plásticos.

 

*Por Ana Café, psicóloga clínica, especializada no tratamento e prevenção de transtornos do impulso e na prevenção do uso de drogas. É diretora do Núcleo Integrado Village. Capacitada pela Secretaria Especial de Prevenção às Drogas do Rio de Janeiro como Agente Multiplicador e formada pela Universidade de Havana na Reinserção social do paciente portador de transtornos mentais e emocionais.

Verifique Também

Polícia Civil – Diamante bruto – Mentes brilhantes

A necessária criação de Delegacia Especializada no Atendimento às Pessoas com Deficiência e da inclusão …